John Malkovich é favorito a 1º Oscar com ‘Cavalo selvagem nove’
Dá para acreditar que John Malkovich, do alto de seus 72 anos e inúmeros personagens icônicos, nunca ganhou um Oscar? Tudo deve mudar com “Cavalo selvagem nove”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5).
g1 já viu: John Malkovich e Sam Rockwell elevam fórmula melancólica
No novo filme do irlandês Martin McDonagh, de “Os banshees de Inisherin” (2022) e do excelente “Na mira do chefe” (2008), Malkovich desponta como favorito ao prêmio de melhor ator da Academia de Hollywood – à frente de nomes como Matt Damon (“A Odisseia”) e Ryan Gosling (“Devoradores de estrelas”).
“Acho que eu presumia que ele já tinha ganhado um, como todo mundo presume”, afirma o cineasta, em entrevista ao g1.
“Só depois de ver como ele está maravilhoso no filme, quando o filme estava pronto, é que você começa a pensar sobre essas coisas. Ou ouvir essas coisas. Eu ficaria surpreso se tivesse uma performance melhor nesse ano.”
John Malkovich e Sam Rockwell em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
Como uma espécie de alma gêmea – platônica – do personagem de Malkovich está Sam Rockwell, que venceu seu Oscar como coadjuvante por “Três anúncios para um crime” (2017).
Conhecido por papéis mais impulsivos, o ator de 58 anos não esconde seu incômodo com esse ponto cego da maior premiação do cinema.
“É uma sacanagem”, exclama Rockwell.
Dessa vez, no entanto, acha que seus colegas membros da Academia vão corrigir esse erro com o espião interpretado pelo amigo, um agente da CIA que contempla a própria mortalidade e legado.
“Ele tem muito a favor dele. Tem um pouco de demência, é um viciado, possivelmente matou um presidente famoso. Ah, alerta de spoiler. Tem muito acontecendo. Esse papel tem muitos elementos. É um golaço.”
O absurdo da ausência de estatuetas na estante do veterano fica ainda mais evidente ao olhar para sua carreira.
Mesmo com atuações inegáveis como as de “Ligações perigosas” (1988), “Quero ser John Malkovich” (1999) e “Queime depois de ler” (2008), ele só recebeu duas indicações em mais de quatro décadas. Ambas na categoria coadjuvante.
A primeira foi por “Um lugar no coração” (1984), de Robert Benton. A segunda e última aconteceu há mais de 30 anos, por “Na linha de fogo” (1993), no qual curiosamente deu vida a um ex-agente da agência de inteligência americana, procurado por sua obsessão por assassinar o presidente dos Estados Unidos.
John Malkovich em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
O ‘melhor de sua geração’
O roteiro de McDonagh acompanha dois espiões veteranos enviados em uma missão nebulosa que começa no Chile, às vésperas do golpe militar de 1973, e deságua em uma viagem existencial pela Ilha de Páscoa, famosa pelas estátuas de cabeças gigantes.
As chances de Malkovich no Oscar 2027 aumentam com a narrativa do grande veterano respeitado pelos colegas que recebe a chance manifesta de finalmente ser premiado – uma das favoritas da Academia.
Para o cineasta irlandês, que já levou uma estatueta pelo curta “O revólver de seis tiros” (2005) e acumulou outras seis indicações, nada disso passou pela cabeça na hora de escalar o elenco.
John Malkovich e Sam Rockwell em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
Ele tentava trabalhar com Malkovich há mais de uma década. O ator chegou a receber convites para integrar o elenco de “Sete psicopatas e um shih tzu” (2012) e de “Três anúncios para um crime”, mas teve de recusar ambos por conflitos de agenda.
Quando o roteiro de “Cavalo selvagem nove” ficou pronto, o encaixe foi inevitável, graças à relação próxima entre Malkovich e Rockwell desde que a dupla se conheceu, em 2000.
“Eu não estava pensando nele quando escrevi, mas, depois de terminar, havia somente algo como dois ou três atores no mundo que poderiam fazer o que ele faz. Eu sempre quis trabalhar com o John. Mas eu também sabia que o John e o Sam têm um carinho enorme um pelo outro, e o filme também é sobre isso. É sobre o amor desses dois personagens”, afirma McDonagh.
“O melhor da geração do John é o John. O melhor da geração do Sam é o Sam. Mas, como eles se amam, você sabe que terá fogos de artifício e momentos lindos na tela.”
Steve Buscemi e Sam Rockwell em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
Dá para acreditar que John Malkovich, do alto de seus 72 anos e inúmeros personagens icônicos, nunca ganhou um Oscar? Tudo deve mudar com “Cavalo selvagem nove”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (5).
g1 já viu: John Malkovich e Sam Rockwell elevam fórmula melancólica
No novo filme do irlandês Martin McDonagh, de “Os banshees de Inisherin” (2022) e do excelente “Na mira do chefe” (2008), Malkovich desponta como favorito ao prêmio de melhor ator da Academia de Hollywood – à frente de nomes como Matt Damon (“A Odisseia”) e Ryan Gosling (“Devoradores de estrelas”).
“Acho que eu presumia que ele já tinha ganhado um, como todo mundo presume”, afirma o cineasta, em entrevista ao g1.
“Só depois de ver como ele está maravilhoso no filme, quando o filme estava pronto, é que você começa a pensar sobre essas coisas. Ou ouvir essas coisas. Eu ficaria surpreso se tivesse uma performance melhor nesse ano.”
John Malkovich e Sam Rockwell em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
Como uma espécie de alma gêmea – platônica – do personagem de Malkovich está Sam Rockwell, que venceu seu Oscar como coadjuvante por “Três anúncios para um crime” (2017).
Conhecido por papéis mais impulsivos, o ator de 58 anos não esconde seu incômodo com esse ponto cego da maior premiação do cinema.
“É uma sacanagem”, exclama Rockwell.
Dessa vez, no entanto, acha que seus colegas membros da Academia vão corrigir esse erro com o espião interpretado pelo amigo, um agente da CIA que contempla a própria mortalidade e legado.
“Ele tem muito a favor dele. Tem um pouco de demência, é um viciado, possivelmente matou um presidente famoso. Ah, alerta de spoiler. Tem muito acontecendo. Esse papel tem muitos elementos. É um golaço.”
O absurdo da ausência de estatuetas na estante do veterano fica ainda mais evidente ao olhar para sua carreira.
Mesmo com atuações inegáveis como as de “Ligações perigosas” (1988), “Quero ser John Malkovich” (1999) e “Queime depois de ler” (2008), ele só recebeu duas indicações em mais de quatro décadas. Ambas na categoria coadjuvante.
A primeira foi por “Um lugar no coração” (1984), de Robert Benton. A segunda e última aconteceu há mais de 30 anos, por “Na linha de fogo” (1993), no qual curiosamente deu vida a um ex-agente da agência de inteligência americana, procurado por sua obsessão por assassinar o presidente dos Estados Unidos.
John Malkovich em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
O ‘melhor de sua geração’
O roteiro de McDonagh acompanha dois espiões veteranos enviados em uma missão nebulosa que começa no Chile, às vésperas do golpe militar de 1973, e deságua em uma viagem existencial pela Ilha de Páscoa, famosa pelas estátuas de cabeças gigantes.
As chances de Malkovich no Oscar 2027 aumentam com a narrativa do grande veterano respeitado pelos colegas que recebe a chance manifesta de finalmente ser premiado – uma das favoritas da Academia.
Para o cineasta irlandês, que já levou uma estatueta pelo curta “O revólver de seis tiros” (2005) e acumulou outras seis indicações, nada disso passou pela cabeça na hora de escalar o elenco.
John Malkovich e Sam Rockwell em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
Ele tentava trabalhar com Malkovich há mais de uma década. O ator chegou a receber convites para integrar o elenco de “Sete psicopatas e um shih tzu” (2012) e de “Três anúncios para um crime”, mas teve de recusar ambos por conflitos de agenda.
Quando o roteiro de “Cavalo selvagem nove” ficou pronto, o encaixe foi inevitável, graças à relação próxima entre Malkovich e Rockwell desde que a dupla se conheceu, em 2000.
“Eu não estava pensando nele quando escrevi, mas, depois de terminar, havia somente algo como dois ou três atores no mundo que poderiam fazer o que ele faz. Eu sempre quis trabalhar com o John. Mas eu também sabia que o John e o Sam têm um carinho enorme um pelo outro, e o filme também é sobre isso. É sobre o amor desses dois personagens”, afirma McDonagh.
“O melhor da geração do John é o John. O melhor da geração do Sam é o Sam. Mas, como eles se amam, você sabe que terá fogos de artifício e momentos lindos na tela.”
Steve Buscemi e Sam Rockwell em cena de ‘Cavalo selvagem nove’
Diego Araya Corvalán/Searchlight Pictures
