Quinto Constitucional do TRT-5: Anderson Gama aposta em experiência, diálogo e proximidade com a advocacia baiana

A advocacia baiana vive o processo de escolha dos nomes que formarão a representação da classe na disputa por uma vaga de desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) pelo Quinto Constitucional. Entre os postulantes está Anderson Diego Gama Reis, advogado que apresenta uma candidatura marcada por um propósito bastante definido: chegar ao Tribunal levando consigo a experiência e a perspectiva de quem conhece, na prática, o exercício da advocacia.

Com mais de uma década de atuação profissional e experiência jurídica que ultrapassa as fronteiras brasileiras, com vivências relacionadas a Portugal, Espanha e Panamá, Gama construiu uma trajetória que lhe permitiu conhecer diferentes realidades da Justiça e atuar sob diferentes perspectivas das relações jurídicas. Agora, decidiu fazer outro percurso: ir pessoalmente ao encontro da advocacia baiana. De cidade em cidade, ouvindo a advocacia

Nas últimas semanas, Anderson Gama tem percorrido diferentes regiões da Bahia, visitando subseções, escritórios e instituições e conversando diretamente com advogados, dirigentes da OAB e profissionais de diferentes gerações. Já passou pelo Norte, Chapada Diamantina, Sudoeste, Sul da Bahia e Recôncavo, em uma agenda que deverá alcançar também outras regiões do Estado.

A proposta é simples: antes de pretender representar a advocacia dentro do Tribunal, ouvi-la fora dele. “Não quero que o colega conheça apenas meu nome. Quero que conheça minha história, minhas propostas e aquilo em que acredito. E, depois disso, decida se sou merecedor de sua confiança.” Entre as ideias defendidas por Gama está o conceito de “Gabinete de Portas Abertas”: uma magistratura independente e imparcial, mas acessível ao diálogo institucional e respeitosa com as prerrogativas da advocacia.

A sustentação oral efetivamente ouvida, o respeito ao advogado e a compreensão das dificuldades cotidianas da profissão estão entre os compromissos que apresenta aos colegas. “O advogado não precisa ter sua tese acolhida. Mas precisa ter a certeza de que foi respeitado e verdadeiramente ouvido.”

Uma escolha de confiança

O processo do Quinto Constitucional reúne diferentes nomes e trajetórias. E Anderson Gama faz questão de reconhecer essa pluralidade. Sua mensagem aos colegas, inclusive àqueles que já possuem outros candidatos de preferência, é de aproximação:

“Talvez você já tenha seu candidato. Conheça também Anderson Gama. Conheça minha trajetória e minhas propostas. Se encontrar nelas aquilo que espera de um desembargador oriundo da advocacia, permita-me conquistar também a sua confiança.”

É uma mensagem que sintetiza a estratégia de sua candidatura: não pedir um voto baseado apenas em nome ou currículo, mas conquistar espaço entre as escolhas do advogado pela identificação com suas propostas.

Para Gama, chegar ao TRT-5 pelo Quinto Constitucional significaria assumir uma nova função sem apagar uma experiência anterior: saber como é estar do outro lado da bancada.

Como funciona a escolha

O processo começa na própria advocacia. Após as etapas conduzidas pela OAB-BA, será formada uma lista sêxtupla. Os seis nomes seguem para o TRT-5, que escolherá três, formando a lista tríplice. Depois, caberá à Presidência da República escolher e nomear o novo desembargador. Antes de todas essas etapas, porém, existe uma escolha fundamental: a confiança da advocacia. E é justamente essa confiança que Anderson Gama pretende conquistar, colega por colega, cidade por cidade.

Entre os postulantes estão Sérgio Bastos Paiva, Victor de Assis Gurgel, Luiz Cláudio Amado de Moraes, Mirela Barreto de Araújo Possídio, Juliane Dias Facó Vilela, Eliezer Queiroz Dourado, Carlos Alberto Tourinho Filho, Diego Neves Vasconcelos de Oliveira, Savigny Machado Lima, Paloma Costa Peruna, Thiago Dória Moreira, Christianne Moreira Moraes Gurgel e Anderson Gama.

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