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Após uma breve pausa durante a realização da 10ª Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), o projeto “Uma Quarta de FreePelô” retoma sua programação nesta quarta-feira (13) e segue com atividades gratuitas até o mês de novembro.
A programação desta semana inclui visita guiada à Fundação Casa de Jorge Amado ao longo do dia e, às 15h, uma contação de histórias com a escritora Terezinha Passos, na Sala James Amado. A atividade é gratuita e aberta ao público.
Realizado pela Fundação Casa de Jorge Amado, o projeto oferece, todas as quartas-feiras, ações culturais, educativas e formativas especialmente voltadas ao incentivo à leitura e à aproximação de crianças e jovens do universo literário de Jorge Amado.
Voltado prioritariamente para estudantes de escolas públicas, o “Uma Quarta de FreePelô” busca despertar o interesse pela literatura, apresentar o legado de Jorge Amado e contribuir para a movimentação cultural do Centro Histórico de Salvador. As atividades, entretanto, são abertas a todos os públicos.
Ao chegar ao quarto ano consecutivo de realização, o projeto se consolida como uma importante iniciativa de formação cultural e educacional na capital baiana.
O legado da Flipelô continua durante todo o ano
Poucos dias após o encerramento da maior edição da história da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), a Fundação Casa de Jorge Amado já retoma sua programação regular com a volta do projeto Uma Quarta de FreePelô. O movimento demonstra que o impacto da festa literária não termina com a desmontagem dos palcos ou o encerramento das atividades do evento.
Mais do que realizar uma grande festa literária anual, a Fundação Casa de Jorge Amado mantém uma atuação permanente no Centro Histórico de Salvador, promovendo ações educativas, culturais e de formação de leitores ao longo de todo o ano. A continuidade do Uma Quarta de FreePelô é um exemplo concreto desse trabalho.
Para Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, um dos principais resultados da Flipelô é justamente o fortalecimento da própria instituição e de sua capacidade de ampliar as ações culturais realizadas no Pelourinho.
“Os palcos da Flipelô foram desmontados, mas a Fundação Casa de Jorge Amado segue aqui, de portas abertas, recebendo visitantes, estudantes e desenvolvendo projetos culturais. Esse é um dos grandes diferenciais da nossa festa literária. A Flipelô fortalece uma instituição cultural viva, que atua durante todo o ano e que tem entre suas principais missões a valorização do Pelourinho e do seu patrimônio cultural.”
“Quando a Flipelô cresce, quem cresce junto é a Fundação Casa de Jorge Amado, os museus, os espaços culturais, os artistas, os educadores e toda a rede cultural do Centro Histórico. São resultados permanentes que permanecem muito além dos dias da festa.”
Ao longo dos seus 40 anos de existência, a Fundação Casa de Jorge Amado consolidou-se como uma das mais importantes instituições culturais do país. Aberta ao público de segunda a sábado, a entidade promove exposições, ações educativas, lançamentos de livros, atividades de formação e projetos voltados ao incentivo à leitura, mantendo viva a missão idealizada por Jorge Amado, Zélia Gattai e Myriam Fraga de transformar o Pelourinho em um espaço permanente de cultura, memória e cidadania.
Literatura, educação e valorização do Pelourinho
Além de estimular o hábito da leitura entre crianças e jovens, o projeto contribui para a valorização do Centro Histórico de Salvador como território de cultura, memória e formação cidadã. Ao longo de suas edições, milhares de estudantes já participaram das atividades, conhecendo de perto a trajetória de Jorge Amado, Zélia Gattai e a importância da Fundação Casa de Jorge Amado para a preservação da literatura brasileira.
A iniciativa reforça ainda o papel do Pelourinho como espaço vivo de produção cultural e de encontro entre diferentes gerações, aproximando a população dos museus, centros culturais e do patrimônio histórico da cidade.
Para Angela Fraga, a literatura é uma das ferramentas mais importantes de transformação social e construção da cidadania:
“Acreditamos profundamente no poder da literatura como ferramenta de transformação social. O Uma Quarta de FreePelô aproxima crianças e jovens do universo de Jorge Amado e do patrimônio cultural do Pelourinho, despertando o interesse pela leitura e fortalecendo vínculos com a nossa identidade. É uma iniciativa que tem crescido a cada ano e que reforça a missão da Fundação Casa de Jorge Amado de promover cultura, educação e cidadania.”
Excepcionalmente sem as vans do Partiu Pelô
Nesta quarta-feira, excepcionalmente, não haverá operação das vans do da ação “Partiu Pelô”, que oferece transporte gratuito entre a Estação Campo da Pólvora e o Centro Histórico.
A suspensão temporária ocorre em razão da realização de um evento no Largo do Pelourinho, que impedirá o acesso dos veículos à área de desembarque utilizada pelo projeto.
O serviço será retomado normalmente nas próximas edições do Uma Quarta de FreePelô.
O “Uma Quarta de FreePelô” é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Fundação Casa de Jorge Amado, com patrocínio da Motiva, por meio do Instituto Motiva, e do Banco do Nordeste, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. O projeto conta ainda com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio do Fundo de Cultura da Bahia, e apoio da Prefeitura Municipal de Salvador, da ITS Brasil e do Shopping da Bahia.
