Seu Jorge é o homenageado da sexta edição do Prêmio Potências, programada para acontecer em 18 de novembro em São Paulo (SP)
Vinny Campos / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ A homenagem a Seu Jorge na edição de 2026 do Prêmio Potências chega no momento certo. Lançado em 2001, o primeiro álbum solo de Seu Jorge, “Samba esporte fino”, completa 25 anos, tendo dado impulso a uma carreira que logo ultrapassou as fronteiras do Brasil.
Decorridos 25 anos, Jorge Mário da Silva saboreia a excelente receptividade do melhor álbum da discografia solo do artista revelado em 1998 como integrante do grupo Farofa Carioca.
Lançado em 8 de maio, com exuberante produção musical orquestrada por Seu Jorge com o mesmo Mario Caldato Jr. que produziu o supracitado “Samba esporte fino”, “The other side” é o primeiro álbum solo de Seu Jorge com sonoridade e repertório à altura da voz grave e encorpada do intérprete.
Sem falar que “Pra melhorar” – música composta e gravada por Marisa Monte com Jorge e com a filha do artista, Flor – é ouvida quase diariamente por todo o Brasil com o tema de abertura da novela “Quem ama cuida” (2026), da TV Globo, na gravação apresentada por Marisa há cinco anos no álbum “Portas” (2021).
Daí que a homenagem do Prêmio Potências – programada para acontecer em 18 de novembro, em cerimônia no Teatro Santander, em São Paulo (SP) – se afina com o excelente momento artístico do cantor, compositor, multi-instrumentista e ator nascido em 8 de junho de 1970, há 56 anos, em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense (RJ).
De volta ao Brasil em 2023, após uma década morando em Los Angeles (EUA), Seu Jorge faz jus a um prêmio criado por Julio Beltrão em 2021 para exaltar a arte, a cultura e a resistência do povo negro. A partir da segunda edição, realizada em 2022 com homenagem a Gilberto Gil, cada edição do Prêmio Potências tem como eixo central a celebração de uma estrela da música brasileira.
Seu Jorge reforça em 2026 uma lista de homenageados que, além de Gil, já inclui Alcione, Ludmilla e Péricles, artistas celebrados nas edições de 2023, 2024 e 2025, respectivamente.
Em depoimento reproduzido no comunicado enviado à imprensa sobre a sexta edição do Prêmio Potências, Seu Jorge destaca o caráter coletivo da homenagem da premiação.
“A minha trajetória foi construída a partir de muitas referências, de pessoas que vieram antes de mim e abriram caminhos para que eu pudesse chegar até aqui, e acho que o mais bonito de tudo isso é perceber que a gente também pode abrir portas para quem está chegando. A cultura negra tem uma importância imensa na formação da identidade brasileira, e ver essa história sendo reconhecida e celebrada no Prêmio Potências, ao lado de tanta gente que constrói e transforma a nossa cultura todos os dias, é motivo de muito orgulho”, celebra Seu Jorge.
E o fato é que, sim, Jorge Mário da Silva é um grande nome da música brasileira e merece esse prêmio, sobretudo neste ano em que expandiu o universo musical da discografia – calcada em mix pop de samba-rock, R&B e soul – com “The other side”, grande álbum situado entre a leveza do balanço da bossa e a suntuosidade dos arranjos orquestrais de Miguel Atwood-Ferguson.
Vinny Campos / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ A homenagem a Seu Jorge na edição de 2026 do Prêmio Potências chega no momento certo. Lançado em 2001, o primeiro álbum solo de Seu Jorge, “Samba esporte fino”, completa 25 anos, tendo dado impulso a uma carreira que logo ultrapassou as fronteiras do Brasil.
Decorridos 25 anos, Jorge Mário da Silva saboreia a excelente receptividade do melhor álbum da discografia solo do artista revelado em 1998 como integrante do grupo Farofa Carioca.
Lançado em 8 de maio, com exuberante produção musical orquestrada por Seu Jorge com o mesmo Mario Caldato Jr. que produziu o supracitado “Samba esporte fino”, “The other side” é o primeiro álbum solo de Seu Jorge com sonoridade e repertório à altura da voz grave e encorpada do intérprete.
Sem falar que “Pra melhorar” – música composta e gravada por Marisa Monte com Jorge e com a filha do artista, Flor – é ouvida quase diariamente por todo o Brasil com o tema de abertura da novela “Quem ama cuida” (2026), da TV Globo, na gravação apresentada por Marisa há cinco anos no álbum “Portas” (2021).
Daí que a homenagem do Prêmio Potências – programada para acontecer em 18 de novembro, em cerimônia no Teatro Santander, em São Paulo (SP) – se afina com o excelente momento artístico do cantor, compositor, multi-instrumentista e ator nascido em 8 de junho de 1970, há 56 anos, em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense (RJ).
De volta ao Brasil em 2023, após uma década morando em Los Angeles (EUA), Seu Jorge faz jus a um prêmio criado por Julio Beltrão em 2021 para exaltar a arte, a cultura e a resistência do povo negro. A partir da segunda edição, realizada em 2022 com homenagem a Gilberto Gil, cada edição do Prêmio Potências tem como eixo central a celebração de uma estrela da música brasileira.
Seu Jorge reforça em 2026 uma lista de homenageados que, além de Gil, já inclui Alcione, Ludmilla e Péricles, artistas celebrados nas edições de 2023, 2024 e 2025, respectivamente.
Em depoimento reproduzido no comunicado enviado à imprensa sobre a sexta edição do Prêmio Potências, Seu Jorge destaca o caráter coletivo da homenagem da premiação.
“A minha trajetória foi construída a partir de muitas referências, de pessoas que vieram antes de mim e abriram caminhos para que eu pudesse chegar até aqui, e acho que o mais bonito de tudo isso é perceber que a gente também pode abrir portas para quem está chegando. A cultura negra tem uma importância imensa na formação da identidade brasileira, e ver essa história sendo reconhecida e celebrada no Prêmio Potências, ao lado de tanta gente que constrói e transforma a nossa cultura todos os dias, é motivo de muito orgulho”, celebra Seu Jorge.
E o fato é que, sim, Jorge Mário da Silva é um grande nome da música brasileira e merece esse prêmio, sobretudo neste ano em que expandiu o universo musical da discografia – calcada em mix pop de samba-rock, R&B e soul – com “The other side”, grande álbum situado entre a leveza do balanço da bossa e a suntuosidade dos arranjos orquestrais de Miguel Atwood-Ferguson.
