Por Iumara Rodrigues
O último dia da Bienal do Livro Bahia – entre outros momentos relevantes – teve o afeto como tema central de uma das mesas de conversa. Com mediação da jornalista Val Benvindo, a pesquisadora Carla Akotirene e o escritor e filósofo Renato Noguera elucidaram o público sobre “Afeto e resiliência nas relações”. A Arena Farol, um dos espaços da BLB, ficou lotada de pessoas de várias gerações interessadas nas considerações dos dois ícones literários contemporâneos.
Ao abrir a apresentação, a escritora e jornalista Maíra Azevedo pontuou que “falar de afeto é falar de revolução”, enfatizando a importância da construção cotidiana desse sentimento.
Para Akotirene, “sem amor a gente não consegue organizar nossas lutas, a gente precisa colocar o amor na agenda política”. Noguera define afeto como nossa potência de existir.
Após a fala dos autores, uma longa fila se formou para a sessão de autógrafos. Carla Akotirene escreveu “O que é interseccionalidade”, “Ó Paí Prezada! Racismo e sexismo tomando bonde nas penitenciárias femininas de Salvador”, “É fragrante fojado dôtor vossa excelência” e outros. Renato Noguera é autor de “O que é o luto”, “Por que amamos” e “O A, B, C do amor”, que foi lançado no evento.
A Bienal do Livro Bahia contou com um dia a mais nesta edição. Com o tema “Bahia: identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, a programação ofereceu ao público lançamentos de livros, autores de várias nacionalidades, ações, brindes, preços acessíveis, debates pertinentes e o melhor do universo das palavras.
